Na Europa:
A UE proibiu a França de banir os organismos genéticamente modificados OGM.
Após os legisladores franceses terem decidido proibir o milho genéticamente modificado da Monsanto, por causa dos perigos para a saúde pública e ambientais, a União Europeia resolveu intervir e proibir a França de boicotar os OGM . Isto não é de admirar quando se sabe que o embaixador dos EUA na França, um parceiro de negócios de GW Bush, Craig Stapleton, declarou em 2007 que os países europeus que se opusessem aos transgénicos da Monsanto, iriam ser penalizados e foi longe ao ponto, de ameaçar com "guerras militares comerciais". Craig Stapleton disse ainda: "A equipa de Paris precisa de elaborar uma lista de alvos, para que haja retaliação em caso de que esses mesmos países causem mossa ou contratempos a todos os outros Países da UE, uma vez que é um assunto de responsabilidade colectiva. A lista deve ser sustentável a longo prazo, mas não se deve esperar uma vitória antecipada. Usando a retaliação, deixaremos claro que o caminho actual terá custos para os interesses da UE e assim reforçaremos as vozes dos mecanismos europeus pró-biotecnologia."
Diplomatas e políticos dos Estados Unidos trabalham directamente para a
Monsanto, e promovem a agenda da empresa em todo o mundo. É de admirar que a França esteja a ser agredida pela UE na sua decisão de garantir a saúde dos seus cidadãos?
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No Brasil ainda há esperança:
O Mercado Popular de Alimentos foi impedido de
comercializar produtos oriundos da agricultura camponesa pelo Ministério
da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento (MAPA) na manhã desta
quinta-feira (24/05), em São Gabriel da Palha-ES.
Foram
esvaziadas bancas e congeladores, e os produtos foram lacrados e
armazenados no depósito do mercado. Os técnicos levaram amostras para a
realização de uma análise da qualidade sanitária dos alimentos. Cerca de
30 litros de cachaça, 20 litros de vinho de jabuticaba e 200 kg de
poupa de frutas foram impossibilitados de serem vendidos pelos
camponeses.
O dirigente do Movimento dos Pequenos Agricultores, alega que a sanidade dos alimentos é na verdade
uma questão de barreira de mercado. “Há inúmeros escândalos como a soda
cáustica usada no leite, as adulterações nas bebidas alcoólicas, a
contaminação de vários alimentos por uso de agrotóxicos, os transgênicos
e muitas outras coisas que inviabilizariam o consumo humano” questionou
a dirigente do MPA, ao defender que por trás do falso discurso higienista,
grandes corporações transnacionais lucram com o modelo químico de
produção e as doenças dele decorrentes, pois são as mesmas empresas que
produzem a doença e a saúde.
“Para isso haverá embates, mobilizações e
enfrentamentos. Não queremos impor nosso modelo, queremos dialogar com a
sociedade e apresentar alternativas ao que está estabelecido. É a
população que tem que decidir por entre um produto legalizado, cheio de
veneno, transgênico, contaminado, cancerígeno ou, um produto camponês,
artesanal, produzidos em bases agroecológicas, que não põe em risco a
saúde de quem se alimenta, que não desrespeita o meio ambiente, e que
por isso, é perseguido pelo sistema. Contamos com o envolvimento da
sociedade na busca por alimentos saudáveis”, apostou.
(*) Matéria reproduzida da página do Movimento dos Pequenos Agricultures (MPA).
fonte: Gilson Sampaio














